segunda-feira, 2 de maio de 2011

A INTERFERÊNCIA HUMANA NA VIDA DOS ANIMAIS

Flagrante da interferência humana na natureza: macaco bebe água em garrafa plástica

01 de maio de 2011

Macaco mata a sede bebendo água direto de uma garrafa de plástico (Foto: Ed Jones/AFP)
Na China, um macaco foi flagrado em uma cena que mostra a influência do ser humano na natureza.
Para beber água, o animal optou por  matar a sede bebendo diretamente de uma garrafa de plástico.
Alguns peritos do parque de Hong Kong dizem que os animais estão entrando em conflito com os humanos, que invadem cada vez mais o habitat natural dos animais.
Fonte: R7

A TOXOPLASMOSE NÃO TEM NADA A VER COM OS GATOS

Transmissão da toxoplasmose é mais comum por alimentos mal lavados ou cozidos

01 de maio de 2011

Colocados ao lado de um cão esfuziante e brincalhão, são facilmente considerados antipáticos, frios, distantes, esnobes e desinteressados. Além dessa “fama”, os gatos ainda sofrem com outro tipo de preconceito: são vistos como vilões, por serem agentes transmissores da toxoplasmose, doença que pode passar despercebida em pessoas com imunidade normal, mas gera complicações sérias naquelas com imunidade comprometida, sendo também transmitida de mãe para filho pela placenta.

A doença e, por tabela, os felinos ganharam algum destaque recentemente, quando a novela Insensato Coração, da Globo, colocou o personagem de Lázaro Ramos alertando a personagem de Camila Pitanga sobre o perigo de ficar perto de gatos, já que ela está grávida.
Segundo a veterinária do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Rio Claro, Camila Ramos, o gato é realmente o único agente transmissor, mas é nos alimentos mal higienizados que reside o maior perigo para o humano: “A principal forma de infecção é através da ingestão de alimentos. A transmissão gato – homem é mais difícil, pois, após eliminar os cistos nas fezes, elas têm que permanecer no ambiente por pelo menos dois dias para tornarem-se infectantes”.
Ou seja, assim como outras doenças, é a falta de limpeza do ambiente doméstico, dos alimentos e das próprias pessoas que determina as chances de contaminação. Segundo Camila, é importante destacar que “gatos criados em casa, cujas fezes sejam recolhidas diariamente, não apresentam risco. Eles não devem comer carne crua, para não serem contaminados. Outros animais somente transmitem toxoplasmose pela carne, não pelas fezes”, explica.
E também muito importante é ressaltar que apenas os gatos já contaminados podem transmitir a doença: nada de generalizações. Um gato sadio, bem cuidado, em uma casa limpa, não trará problemas. Além desses equívocos sobre a toxoplasmose, o senso comum empurra para os bichanos a pecha de pouco amigos. Tal definição é prontamente demolida pela pediatra Silvana Ciabotti Rillo. Ela convive com gatos há 25 anos e hoje tem quatro animais, entre um e 14 anos: “Eles nos esperam chegar e, quando adoecemos, ficam próximos, como que cuidando de nós. Sempre pedem carinho e, diferente do que dizem, não vêm apenas quando querem algo”, relata. A médica destaca a importância de um animal de estimação no desenvolvimento de uma criança: “Desenvolve a personalidade da criança e o amor ao próximo, independente de qual animal seja”, explica.
A veterinária Camila informa que no CCZ há atualmente 10 gatos e nove cães para adoção, todos castrados e vermifugados. A disparidade entre as adoções concluídas chama atenção: neste ano, 20 cães e apenas oito gatos conseguiram um tutor. Para adotar um animal do CCZ basta comparecer com o documento de identidade e, se o interessado for menor de idade, é indispensável que pais ou responsáveis estejam presentes. No site do CCZ (www.cczrioclaro.tk) podem ser encontradas imagens dos animais que esperam por adoção, além de informações e fotos de animais encontrados ou perdidos. A adoção deve ser um ato muito bem planejado, já que “ter um animal e não fornecer a ele abrigo, alimentação e cuidados veterinários também pode ser considerado maus-tratos contra o animal”, pontua a veterinária.
Fonte: Jornal da Cidade

COMO FOI A MANIFESTAÇÃO EM RIO GRANDE/RS

Ativistas protestam e pedem programa de castração de animais em Rio Grande (RS)

01 de maio de 2011

Participantes, carregando faixas e cartazes, fizeram uma caminhada pelo centro da cidade. Foto: Dakar
Ativistas na luta pelos direitos dos animais do Rio Grande realizaram no último sábado, 30, uma manifestação para exigir da Prefeitura a implantação de um programa eficaz e ético para esterilização de cães e gatos no Município.
O evento reuniu integrantes de seis grupos que atuam na defesa e proteção dos animais na cidade, além de simpatizantes da causa.
Os participantes, carregando faixas e cartazes, fizeram uma caminhada pelo centro da cidade para chamar a atenção da comunidade. Na ocasião eles pediram o cumprimento da lei estadual 13.193/2009, que proíbe o extermínio de cães e gatos e estabelece que sejam criados programas e medidas que visem à proteção desses animais por meio de identificação, registro, esterilização cirúrgica, adoção e campanhas educacionais.
Os ativistas lutam ainda pela implantação do Cão Comunitário, projeto visando que após os procedimento de identificação e castração os animais sejam devolvidos ao meio onde vivem.
Durante a manifestação, os grupos fizeram um protesto contra as más condições do Canil Municipal, situado no Cassino, e a permanência indefinida de animais presos no local, que resultou em uma denúncia por parte dos grupos ao Ministério Público.
Segundo uma das ativistas e organizadora do manifesto, Milene Baldez, os ativistas contestam o relatório das atividades do Canil entregue ao MP que informa que, no segundo semestre do ano passado, 346 cães tiveram morte natural. “Isso representa duas mortes por dia. Nem na rua morre tanto”, cobrou.
“O que se viu no canil não se refere a problemas só de instalação, mas sim de falta de gestão. Aumentar o canil, como é proposta da vereadora Luciane Compiani, não vai resolver o problema do nascimento de animais. O controle populacional só de dará com uma política de esterilização”, complementa.
Ela destacou ainda que outras cidades menores que Rio Grande já cumprem a lei estadual e possuem um política de castração de animais de rua.
O manifesto ainda buscou conscientizar a comunidade sobre a posse responsável, que as pessoas se responsabilizem pelos animais e não os abandonem nas ruas. “Queremos que as pessoas entendam a problemática, conheçam as reais condições em que os animais vivem hoje e exerçam sua cidadania”, disse Milene.
Fonte: Jornal Agora

A AGILIDADE DOS SAPOS PARA COMER

O truque dos sapos para se alimentarem

02 de maio de 2011

Imagens de câmera lenta mostraram que animais captam alimento muito mais rápido que um piscar de olhos.

Os sapos têm um truque adicional para capturar suas presas. Eles conseguem mover a língua e se alimentar, mesmo no frio, com temperaturas que imobilizariam muitos anfíbios e répteis. A questão de como o sapo, pouco atlético, consegue se alimentar de animais mais rápidos que ele sempre intrigou  biólogos.
Os pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida sabiam que as contrações musculares são muito prejudicadas em baixas temperaturas e que os animais ectotérmicos – de sangue frio, como anfíbios e répteis – não podem aquecer seu corpo acima da temperatura de seu entorno. De acordo com o biólogo Stephen Deban, o mecanismo usado pelos sapos de recolher a língua como um elástico permite contornar essa limitação “como o tiro de arco e flecha”.
“Não importa quanto tempo leva para os músculos lançar a fecha, ela sempre voa na mesma velocidade”, disse.
Para testar esta hipótese, os pesquisadores usaram imagens digitais de alta-velocidade, de seis mil frames por segundo, para capturar os detalhes de sapos da espécie Bufo terrestris se alimentando de besouros e grilos.
Paralelamente, eles fizeram análises por eletromiografia (EMG) dos músculos da boca abrindo e fechando, para determinar quando os músculos eram ativados pelo sistema nervoso. O estudo foi realizado a temperaturas que variavam de 10°C a 38 ºC. A temperatura da língua dos sapos foi medida com termômetro infravermelho.
As imagens confirmaram a hipótese de que os sapos lançam a língua com aproximadamente a mesma velocidade independente da temperatura. O tempo que vai desde o início da saída da língua até seu total prolongamento também não variou, 14 milissegundos – uma comparação, uma piscada de olhos leva 100 milissegundos.
As imagens também confirmaram que os movimentos usados para se alimentar que não tinham potencial elástico eram fortemente afetados pelo frio. A 10ºC, os sapos levaram de 2 a 3 vezes mais tempo para recolher a língua e fechar a boca que a 38ºC.
As gravações da atividade muscular mostraram que não há nada de especial sobre o modo como a mandíbula dos sapos ou o sistema nervoso reage a baixas temperaturas. Assim como todos os animais, necessitam de mais tempo para se mexer no frio. os músculos que abrem a boca são ativados antes, até 300 milissegundos antes do movimento – mais de 20 vezes o tempo da projeção da língua em si. O estudo mostra que é o mecanismo do recolhimento elástico que dá a língua a prova de frio a habilidade de se lançar.
Assista ao vídeo.
Fonte: Último Segundo

MANIFESTAÇÃO PELOS GATOS DO CAMPO DE SANTANA NO RIO DE JANEIRO

Manifestantes fazem protesto em favor dos animais abandonados no RJ

02 de maio de 2011

O Campo de Santana, no Centro do Rio, foi palco de uma manifestação na manhã deste domingo. Com cartazes, faixas e carros de som, o grupo protestou contra o abandono, a má conservação e a falta de segurança da Praça da República. Eles deram um abraço simbólico no campo.
O objetivo do protesto era chamar a atenção tanto da prefeitura quanto de possíveis voluntários para os inúmeros animais abandonados que vivem no local, em sua maioria, gatos. A mobilização teve início às 10h e terminou por volta das 11h30m.
Manifestantes dão abraço simbólico no Campo de Santana. Eles defendem melhorias para a vida dos gatos que habitam o local, e reinvidicam investimentos na manutenção do campo. Foto: Mônica Imbuzeiro/ O Globo
Fonte: O Globo

PREFEITURA DE PONTA GROSSA DESCUMPRE DETERMINAÇÃO JUDICIAL E PERMITE O USO DE ESPORAS EM RODEIO

Prefeitura de Ponta Grossa (PR) desobedece liminar que proíbe o uso de esporas em animais em rodeio

02 de maio de 2011

(da Redação)
Mesmo diante da Ação Civil Pública de número 0010586-38.2011.8.16.0019 conquistada pelo Grupo Fauna, entidade de Defesa dos Direitos Animais e Ambientais, a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PR) e demais organizadores do 17º Rodeio Crioulo fez o uso de esporas nas provas de gineteada (montar em cavalo e fazê-lo corcovear e dar pinotes, agarrando-se eu sua crina), fato comprovado por membros do Grupo Fauna e Ativeg PG no dia 30 de maio de 2011.
Os militantes voluntários estiveram fiscalizando exaustivamente as provas e registrando com fotografias e filmagens. As provas com o uso de esporas iniciaram no final da tarde.
A decisão liminar proibiu “qualquer subterfúgio capaz de provocar nos animais sofrimento atroz ou que vise estimular sua inquietação injustificada, como a espora pontiaguda, o uso de choques elétricos e/ou mecânicos, ou ainda o espancamento nos bretes”.
Acompanhe a notícia em vídeo.
De acordo com a liminar concedida ao Grupo Fauna, neste caso a Prefeitura Municipal e demais organizadores do 17° Rodeio Crioulo ficam sujeitos à multa pecuniária de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) por cada prática contrária ao comando judicial.
Em princípio, a o Grupo Fauna entrou com pedido de proibição de todo e qualquer apetrecho ou atividade que gerasse maus-tratos aos animais, bem como a proibição das atividades de “rodeio mirim”, onde crianças são incentivadas precocemente à esta prática, considerada cruel diante de uma série de justificativas citadas na Ação Civil Pública, como o incentivo à banalização da violência e exploração dos animais, dentre eles filhotes, como terneiros e animais pequenos, como ovelhas, utilizadas em provas de laço e rodeio mirim.
De acordo com a vice-presidente da entidade, Andresa Jacobs, “se recebemos incansáveis alegações dos defensores de rodeio de que o uso do laço, sedém, esporas, eletrochoques e espancamentos no brete não interferem no comportamento dos animais, nada mais lógico do que não realizá-los, pois são, desta forma, desnecessários. Fomos acionados pela organização do 17° Rodeio para que fizéssemos um acordo para permitir o uso da espora, o que foi imediatamente negado. Sabemos que se não há maus-tratos, os animais não pulam, pois estes inocentes só dão o ‘show’ que os organizadores querem, às custas de terror e dor. Nossa missão é essa, ser a voz dos que não tem voz, assim faremos sempre que necessário e possível.”
A entidade aguarda providências e informações da justiça para que os réus sejam punidos pelo descumprimento da decisão liminar.
Grupo Fauna
O objetivo das ações do Grupo Fauna, além de coibir diretamente os maus-tratos aos animais, é de informar e sensibilizar a população de que práticas como a dos rodeios, sejam eles crioulos ou não, são consideradas completamente desnecessárias e violentas, atingindo seres que não tem condições de escolha nem autodefesa.
“Práticas como estas, arcaicas e retrógadas, não podem ser defendidas pelo simples fato de terem um histórico arraigado culturalmente na sociedade. Toda cultura é passível de mudança, graças a Deus, se não estaríamos até hoje lançando cristãos aos leões ou escravizando as pessoas de pele negra”, completa Andresa.
Contato: grupofauna@gmail.com

PRESO NO EGITO RAPAZ QUE JOGOU CÃO DE LAJE

Rapaz que filmou cão sendo jogado de laje é preso, no Egito

02 de maio de 2011

Foto: Reprodução
Por Lobo Pasolini (da Redação em Londres)
Mais um caso de crueldade contra animais choca o mundo.
Um rapaz e um cúmplice no Egito lançaram um cão de uma laje e filmaram o que fizeram. Ahmed Fouad Taye’e e Bahy Sabry Abdelaziz registraram a luta do cachorro e também sua queda. E, felizmente, exatamente por causa desse instinto exibicionista dos psicopatas, um deles foi preso pela polícia (Bahy) enquanto o outro está foragido. O cão foi resgatado da casa de seus algozes com as pernas quebradas.
O processo foi iniciado por grupo de ativistas do Esma, a organização egípcia de defesa animal, que foi até uma delegacia de polícia pedir justiça para o cão.
Segundo um relato da Esma no Facebook, a organização ficou surpresa com a seriedade que a polícia egípcia levou o caso, que teve repercussão internacional.
Mas o país ainda é um dos piores lugares do mundo para os animais por isso assine a petição pedindo que as autoridades egípcias levem mais a sério casos de crueldade contra animais.