terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A IMPORTÂNCIA DO CHIP DE IDENTIFICAÇÃO

Cão que estava sumido há 18 meses é encontrado na Inglaterra

01 de fevereiro de 2011

Cão chamado ‘Archie’ tinha chip de identificação. Animal sumiu em Heybridge e foi achado em Oxford.
Julia Moran com o cão 'Archie'. Foto: Reprodução/ Daily Mail
O casal Chris e Julia Moran encontrou no último sábado seu cão de estimação que estava sumido há 549 dias. O cachorro chamado “Archie” foi encontrado a mais de 160 quilômetros do local de onde havia desaparecido em julho de 2009, segundo o jornal “Oxford Times”.
Durante os 18 meses, Chris e Julia não tinham ideia se “Archie” estava vivo ou morto. O animal sumiu em Heybridge e foi encontrado em Oxford. Os tutores foram localizados, já que o cão tinha um chip de identificação.

CÃO É CAPAZ DE FAREJAR CÂNCER

Cachorro consegue diagnosticar câncer de intestino

Um labrador preto conseguiu farejar com 95% de precisão a doença ainda em seu estado inicial

Cães da raça Labrador e Cão d’Água Português conseguem identificar alguns tipos de câncer - Flickr/ CC – IDS.photosCães da raça Labrador e Cão d’Água Português conseguem identificar alguns tipos de câncer
Crédito: Flickr/ CC – IDS.photos
O título de melhor amigo do homem acaba de ganhar um significado ainda mais profundo para os cães. Isso porque uma pesquisa recente revelou que os animais são capazes de identificar por meio do faro o câncer de intestino ainda em fase inicial.
De acordo com o jornal Daily Mail o estudo foi realizado com um Labrador da cor preta, que conseguiu identificar com 95% de precisão a doença em 74 casos de voluntários. A explicação para a façanha é que os cães conseguem farejar mais de mil tipos de cheiros que os humanos, inclusive, componentes químicos específicos de certos tipos de câncer.
A descoberta torna-se ainda mais importante uma vez que na fase inicial as chances da recuperação e cura do câncer são muito maiores. A expectativa agora é que possa ser reproduzido em laboratório um sensor semelhante ao faro dos cães capaz de identificar os componentes químicos envolvidos na doença.
Pesquisas anteriores conseguiram mostrar que raças como Labrador e Cão d’Água Português são capazes de detectar também o câncer de ovário, pulmão e mama. Cães treinados também conseguem identificar tumores malígnos na pele humana enquanto até mesmo cachorros domésticos comuns mudam de comportamento e tornam-se mais agitados quando em contato com alguém doente, incentivando seus donos a procurarem um médico.

BRITÂNICA AMAMENTOU SEU CÃO POR NÃO TER O QUE DAR DE COMER

Britânica amamentou cão durante dois meses

01 de fevereiro de 2011

Suzanne Morgan compartilha leite da filha, de 17 meses, com cadela Dixie. Sem dinheiro para comprar comida, ela decidiu amamentar animal
A britânica Suzanne Morgan, 32, amamenta cadela Dixie (Foto: Reprodução)
A britânica Suzanne Morgan descobriu uma maneira inusitada para acalmar os latidos da cadela Dixie: ela decidiu oferecer o leite do próprio peito para o animal. A tática, segundo Suzanne, funcionou.
Desempregada e recém-separada do marido, Susanne, 32 anos, tomou a iniciativa quando, logo após colocar a filha de 17 meses para dormir, ouviu os latidos incessantes da cadela Dixie. “Abri o armário da cozinha, e vi que não havia uma lata de comida para cachorro. Tive vontade de chorar. Sabia que Dixie não iria parar de latir até encher a barriga”, conta, em depoimento à revista “Pick me up”.
“Olhei dentro da geladeira e vi umas garrafas de leite que sobraram do dia anterior… Sempre produzi mais leite do que Tasha, a bebê, era capaz de beber, então tinha o hábito de guardar um pouco na geladeira, para quando ela estivesse com a babá”.
Algumas noites depois de alimentar o cão com o leite que havia sido colocado nas garrafas, Suzanne conta que Dixie subiu em seu colo. “Apertei um pouco o seio, e esfreguei um pouco do leite na aréola. Alguns segundos depois, a língua dela estava lá, gentilmente lambendo meu peito”, conta.
A mãe afirma que, durante um período de dois meses, deu de mamar para a filha e para o cão. “Tasha bebia o leite do seio esquerdo, e Dixie, do direito”.

OS ANTIBIÓTICOS E OS PETS

Nova regra para antibióticos também deve ser seguida por tutores de animais

01 de fevereiro de 2011

Veterinários precisam preencher guia dupla para remédio ser comprado.
Estudante tentou comprar antibiótico para cadela e saiu de mãos vazias.
A estudante Nayara Castanhola não conseguiu comprar antibiótico para a cachorra Pérolla porque a receita não estava de acordo com as novas regras da Anvisa (Foto: Arquivo pessoal)
A nova regra para compra e venda de antibióticos em farmácias do Brasil pegou alguns tutores de animais de estimação de surpresa. De acordo com resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde novembro de 2010 a venda de antibióticos só pode ser feita com uma receita dupla em que uma via é retida pela farmácia e a outra permanece com o cliente. A estudante Nayara Castanhola, de 22 anos, não sabia que a mudança valia também para a cadela Pérolla, uma vira-lata de 11 anos.
“Levei-a para o veterinário porque suspeitava de infecção na bexiga. Saí da consulta direto para a farmácia, mas não consegui comprar o antibiótico que a veterinária mandou porque a receita tinha só uma folha. O atendente me explicou que, mesmo para cachorro, precisava das duas vias”, relembra a jovem.
Nayara, então, teve de voltar ao hospital para pegar uma nova receita, como determina a Anvisa. “Eu achava que a nova regra era só para gente”, diz.
A veterinária Andreza Ávila explica que é comum animais domésticos tomarem remédios de humanos por falta de opção no mercado de medicamentos veterinários. É assim com antibióticos, antieméticos, antiácidos e analgésicos muito fortes.
“Se o remédio tiver que ser comprado em uma farmácia ‘comum’, a gente tem que seguir as mesmas regras, se tiver exigência da receita”, diz Andreza, que atende no Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo.
Segundo Andreza, a nova regra da Anvisa não muda a forma como a receita é preenchida pelo veterinário. “A gente põe o nome do animal, espécie, raça, idade, sexo e nome do tutor, além das indicações de medicação. É importante ter o nome do animal para não criar confusão com as outras pessoas da casa”, esclarece a veterinária.
Apesar de animais de estimação serem medicados com remédios para humanos, Andreza alerta que o procedimento deve ter a orientação e indicação do veterinário. “É preciso levar em consideração o porte e o peso do animal. Não é qualquer remédio e não pode ser qualquer quantidade também.”
Fonte: G1

CÚMULO DA FUTILIDADE

Cão é devolvido por não “combinar” com as cortinas

Britânica devolveu Harvey apenas dois dias depois de tê-lo adotado, causando indignação nos funcionários do abrigo
Harvey foi devolvido porque seu pelo não combinava com a cor da cortina de sua dona - Reprodução/ TelegraphHarvey foi devolvido porque seu pelo não combinava com a cor da cortina de sua dona
Crédito: Reprodução/ Telegraph
O sonho de todo animal abandonado, sem dúvida, é encontrar um lar amoroso e seguro. Tudo indicava que este era o caso do Jack Russell Harvey, que teria finalmente um final feliz também. Ele foi adotado por uma mulher que não quis ser identificada, em Lower Halstow, Inglaterra, mas para o desapontamento geral, acabou sendo devolvido.
Segundo informações do jornal Telegraph a mulher de 40 anos disse a Barry Shuttleworth, gerente do abrigo, que não podia mais ficar com o cãozinho porque as cores do animal não combinavam com suas cortinas. Por incrível que pareça, esse tipo de “desculpa ridícula é mais comum do que se imagina”, explicou Corrina, mulher de Barry.
No caso de Harvey, a mulher chegou ao abrigo interessada em adotar um cãozinho e logo se apaixonou pelo animal. Ela o visitou durante sete dias antes de finalmente adotá-lo, mas no mesmo dia já teria entrado em contato reclamando do pet.
Em entrevista à publicação Barry contou que orientou a senhora a colocar o cachorro em outro local que não entrasse em confronto com as “caríssimas cortinas”, mas não teve conversa. Dois dias depois o animal foi devolvido. “Ela disse que pagou muito caro por elas e que não queria mais o Harvey”.
Dentre outras razões estúpidas dadas para a devolução dos animais, Barry contou que teve um homem que não quis mais um Labrador porque não era para o pet latir tanto. Já em outro caso, o cachorro não era “carinhoso o bastante”.
“Algumas pessoas simplesmente não pensam sobre o motivo pelo qual desejam um cachorro, é por isso que tantos acabam sendo abandonados”, disse Barry. O gerente do abrigo explicou ainda a necessidade das pessoas pensarem muito bem antes de querer adotar um bichinho, para que não haja arrependimentos.

GUABI FAZ NOVA DOAÇÃO DE RAÇÃO PARA OS ANIMAIS VÍTIMAS DAS ENCHENTES

GUABI DOA MAIS 900 KG DE RAÇÃO PARA A COMPANHIA DOS BICHOS E DA NATUREZA DE NOVA FRIBURGO


 A tragédia do Rio de Janeiro não deixou somente seres humanos desabrigados, animais de estimação - cachorros e gatos -  ainda perambulam pelos escombros das cidades devastadas. Os animais sobreviventes necessitam de ajuda em todos os sentidos, desde medicação, alimentos e principalmente carinho.
A Guabi comovida com a situação dos cães e gatos irá doar na segunda-feira, dia 31 de janeiro de 2011, mais 900 quilos de ração para os mais de 300 animais atendidos pela COMBINA - Companhia dos Bichos e da Natureza. Os alimentos  serão entregues pelo distribuidor Fokus Mil, localizado na cidade do Rio de Janeiro - RJ, na Rua Betânia nº95, bairro de Olaria, com destino à organização.
“Reconstrução neste momento é uma questão de ordem, uma missão. As doações fazem a diferença nessa hora tão difícil, num cenário devastado pela força da natureza. Temos certeza que a mesma natureza que destruiu tudo, vai com o tempo reconstruir. Um pouco diferente, mas com a mesma perfeição e beleza de sempre”, a fundadora da OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Combina, Juliana da Matta.
A doação foi concretizada por intermédio  do presidente  da ONG Arca Brasil, Marco Ciampi,  que está recebendo doações para  a  Combina . A ONG está arrecadando rações, produtos de higiene e medicamentos veterinários.  "É de suma importância levar alimentos de qualidade aos animais deste abrigo, que não haviam recebido nenhuma doação neste sentido", ressalta Marco.
 No dia 20 de janeiro (quinta-feira), a Guabi entregou duas toneladas e meia de ração, na Sede da Coordenadoria de Bem-Estar Animal – Prefeitura da Nova Friburgo – situada na rua Primeiro de Março, 22, bairro Village, em Nova Friburgo (RJ).
Com 36 anos no mercado, o Grupo Guabi é hoje um dos maiores produtores de rações e suplementos do país e conta com oito unidades fabris localizadas em Campinas (SP), Bastos (SP), Sales Oliveira (SP), Pará de Minas (MG), Anápolis (GO), Além Paraíba (MG), Goiana (PE) e São Gonçalo do Amarante (CE).

Mais informações nos sites:
www.guabi.com.br     www.arcabrasil.org.bre www.combina.org.br

É PRECISO PENSAR PARA DECIDIR SOBRE TER OU NÃO UM ANIMAL

Impulso torna pets um produto descartável



Levar um animal de estimação para casa sem pensar nas consequências faz crescer o índice de abandono e maus-tratos
Adilson Camargo
Ter um animal de estimação em casa é um costume tão antigo quanto a própria existência da humanidade. No entanto, de uns tempos para cá, além de ser uma prática comum, transformou-se em modismo. E isso tem preocupado autoridades de saúde pública e também os defensores dos animais.

Especialmente cães e gatos tornaram-se produtos, que são oferecidos às crianças como se fossem bichos de pelúcia. Viraram uma opção de presente. Agora é chique ter um bichinho para carregar no colo, durante os passeios, ou mostrar para as amigas e amigos.

Mas ao contrário dos bichos de pelúcia, os animais de verdade necessitam de atenção e cuidados especiais. Além disso, dão trabalho, fazem barulho e sujeira.

E muitas pessoas, quando se dão conta disso e percebem que não têm tempo nem paciência para conviver com tudo isso, simplesmente esquecem que o animal existe ou procuram se livrar dele na primeira oportunidade.

Não à toa, Bauru (e não só Bauru) vem registrando um volume crescente de denúncias de maus-tratos e abandono de animais. Como consequência, a cidade vive em alerta por causa de doenças como a leishmaniose, que é fatal também para o ser humano, com a infestação de carrapatos e com a reprodução descontrolada dos animais de rua, o que só piora a situação já crítica.

Alguns números apresentados pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) dão uma pequena mostra de como o problema está evoluindo rapidamente. Em 2007, foram colocados 343 animais, entre cães e gatos, para adoção. No ano passado, o número saltou para 1.068.

Da mesma forma, a quantidade de cães e gatos castrados pelo CCZ subiu de 27, em 2007, para 204, em 2010. Ainda é pouco diante do tamanho da população pet de Bauru, estimada em 60 mil cães e 20 mil gatos, mas não deixa de ser um aumento significativo.

Desde que foi inaugurada em Bauru, em setembro do ano passado, a Delegacia de Crimes Ambientais já comprovou 33 casos de maus-tratos e abandono de animais. Para o delegado Dinair José da Silva, titular do 1º Distrito Policial (DP), onde funciona a delegacia, trata-se de um número significativo.

Guardadas as devidas proporções, ele lembra que em 2008 e 2009, o 1º DP (que atende uma região da cidade) registrou apenas uma denúncia de mesma natureza. Já a Delegacia de Crimes Ambientais (que atende toda a cidade), desde que iniciou suas atividades, recebe denúncias todos os dias, segundo o delegado.

Todos os veterinários ouvidos pelo Jornal da Cidade defendem que a decisão de criar um animal de estimação não deve ser tomada por impulso. Segundo eles, muitas outros aspectos precisam ser levados em consideração antes de atender a esse desejo.

Eles lembram que os animais vivem muitos anos e enquanto estão na casa vão afetar a vida da família de diversas maneiras. Por isso, é preciso estar preparado para conviver com eles.

“Antes de levar um animal para casa, seja ele qual for, a pessoa tem de ter em mente que vai ter de cuidar dele até ele morrer. Isso é posse responsável. Nada de pensar em se livrar do animal na primeira dificuldade”, adverte a veterinária Maria da Conceição Pampini.

Conhecer as particularidades do animal que se pretende comprar ou adotar é outro cuidado indispensável para evitar surpresas e, como consequência, gerar mais abandonos.



Dedicação ao resgate de animais de rua muda a vida de aposentada


A estilista aposentada Maria Gomes não mede forças nem consequências para dar uma condição de vida um pouco mais digna para os animais que encontra na rua, vítimas de maus-tratos e abandono.

Ela diz que perdeu as contas de quantas vezes adiou um compromisso ou mudou os planos só para socorrer cães feridos ou famintos. Maria comenta que no carro dela nunca falta ração, água e um cobertor.

Se ele encontra um cão faminto, dá-lhe o que comer e beber. Se o acha ferido, usa o cobertor para colocá-lo no carro e levá-lo até um veterinário. A função do cobertor é protegê-la de uma eventual mordida do animal, que, por estar arredio em função de alguma violência sofrida, tenta se proteger atacando.

Depois de resgatar e recuperar o animal, ela o coloca para adoção. Alguns acabam ficando com ela. Até o momento, são 15 os animais “inegociáveis” por causa do amor que ela nutre por eles. São 12 cães e três gatos. Quase todos retirados da rua. Só três fogem à regra por terem nascido na casa dela.

Maria diz não ter ideia de quanto gasta por mês para sustentar tantos animais. A única coisa que ela tem certeza é que o gasto não é pequeno. “Esses dias, gastei R$ 200,00 só com vacina”, lembra.

Mas ela não reclama. “Melhor companhia não existe. Eles sentem quando eu estou triste. Quando estou doente, eles não comem. Se tiver de passar fome comigo, eles passam. Eles nunca me aborrecem. Ao contrário dos humanos”, justifica.




Pequenos mamíferos ganham espaço

Mamíferos como coelho, hamster, chinchilas, porquinhos da índia, e aves como calopsitas, agapórnis, lori, para citar os mais conhecidos, também têm seu espaço entre aqueles que gostam de animais de estimação.

A exemplo dos cães e gatos, eles também podem ser domesticados e transformados em boas companhias.

No caso das calopsitas, elas podem até mesmo assoviar e emitir o som de palavras. Uma das vantagens em ter esses animais é não precisar se preocupar com vacinas. Mas nem por isso estão livres de doenças transmissíveis.

“Como todo animal doméstico, eles também precisam de cuidado com a alimentação, com a higiene, além de muito amor e carinho. Mas sem exageros”, avisa a veterinária Maria da Conceição Pampini.

De acordo com ela, a primeira coisa a ser observada e respeitada é o estilo de vida desses bichos. Conceição frisa que as aves costumam dormir quando o sol se põe. Portanto, nada de querer que o bichinho fique até altas horas assistindo TV para servir de companhia.

No caso dos pequenos mamíferos, ocorre justamente o contrário. São animais de hábitos noturnos, ou seja, costumam dormir durante o dia e brincar a plenos pulmões à noite. “Por isso, antes de levar um animal para casa, o melhor a fazer é conversar com um veterinário para obter informações específicas sobre a espécie ou raça”, recomenda a veterinária.

Outro cuidado que deve ser tomado é saber se o animal pode ser levado para casa. Isso quando se trata de alguma espécie diferente de cão, gato e dos animais citados no início do texto. Tartaruga, por exemplo, é proibido ter em casa. Nem ela nem nenhum outro animal da fauna nacional - a não ser que seja adquirida em loja credenciada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e mediante fornecimento de nota fiscal.

O Ibama, aliás, é uma boa fonte de consulta para saber se o animal que se pretende ter em casa faz parte da fauna nacional.